De que irei ocupar-me no céu, durante toda a eternidade, se não tiver

uma infinidade de problemas de Matemática para resolver?

Cauchy

04/05/10

#7 - Leituras Recomendadas (III)

Carvalho, A. A. (2007). A WebQuest: evolução e reflexo na formação e na investigação em Portugal. In F. Costa, H. Peralta & S. Viseu (eds), As Tic em Educação em Portugal. Porto: Porto Editora, 299-327.

     O texto apresenta a evolução do conceito de Webquest, uma actividade de investigação que se realiza com recursos da internet. Apesar de por muitos confundida com uma caça ao tesouro - actividade de pesquisa e resposta directa a questões factuais - as webquests pretendem o desenvolvimento de capacidades cognitivas de ordem superior como a análise e síntese, devendo nesse sentido propor tarefas cujo processo é investigativo e assim mais complexo, e cujo produto não se resume a uma manta de retalhos dos recursos.
     Uma das maiores evoluções desde o surgimento do conceito de webquest em 1985 foi a inclusão em 1998 da componente avaliação. Devendo incidir sobre o produto final e as atitudes ao longo da webquests, também hoje muitos autores defendem que a avaliação para as webquests deve incluir alguma regulação ao longo do processo, orientando formativamente os alunos.
     Um historial da formação de professores para as actividades baseadas na web é apresentado no texto, bem como da sua inclusão na formação inicial de professores. A investigação em ciências da educação envolvendo a utilização de webquests também é sublinhada (com grande prazer de minha parte pois uma das teses de mestrado foi realizada por uma ex-estagiária minha - Ivete Cruz, em 2006 - numa turma minha! Foi uma experiência muito agradável!), sendo apontadas as mais-valias desta estratégia em muitas situações.
     São referidos por fim alguns aspectos importantes, não da elaboração da webquest mas da sua aplicação, que envolvem a duração, a postura do professor e dos alunos, bem como outras variáveis de contexto de sala de aula.

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